terça-feira, 9 de janeiro de 2018

(Nota) As 2 testemunhas do Apocalipse

A Paz é anunciada e recebida através de Cristo, pois Ele mesmo disse, prometeu e cumpre: "Deixo convosco a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (João 14:27). É uma #Paz que excede todo o entendimento. Eu sou #testemunha disso porque já experimentei outros tipos de "paz", mas nenhuma é como a q Ele dá.


Entretanto, são muitos que prosseguem sem paz, desconhecendo e odiando Aquele que é "o caminho, e a verdade e a vida". Hoje mesmo, esta é a lista dos países onde seguir a Cristo é motivo para perder a vida: https://www.portasabertas.org.br/listamundial/


Na Bíblia, a última perseguição será representada por duas "testemunhas do #Apocalipse" (descritas no capítulo 11), servos fiéis a Deus... Eu já desejei ser uma delas, pois meu Deus é digno de todo testemunho, Ele é fiel, Santo, Criador dos céus e da terra, Todo-poderoso, Senhor de tudo e "de todos" (cf. At 10:36)... Que o #evangelho (boa notícia) seja uma boa notícia para vc também. "E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. (...) Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus" (João 3:19,21).

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

As cartas de Jesus às Igrejas (hoje)

Existem textos bíblicos que são sempre atuais, parecendo que foram escritos hoje mesmo e cuja mensagem é difícil de resumir, pois todo o seu conteúdo é importante. É assim com os textos bíblicos de Apocalipse, capítulos 2 e 3.

Estes capítulos, na verdade, são cartas do Senhor Jesus às 7 igrejas na região da Ásia (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia), e tratam de uma mensagem eterna à cada igreja cristã. Assim, o Senhor Jesus critica:

  • o abandono do “primeiro amor”, isto é, deixar de praticar boas obras de fé, e deixar-se esfriar pelo quotidiano mundano sem amor, sem fé…
  • seguir ou ensinar a “doutrina de Balãao” - representando a idolatria e a imoralidade sexual dentro da comunidade de Deus;
  • a tolerância a pessoas que ensinam a “doutrina de Balãao”. Na casa de Deus deve se ensinar a Palavra de Deus e nada mais;
  • as “obras mortas” sem integridade diante de Deus;
  • ser “morno”, comportar-se conforme o mundo…

Jesus também elogia aquilo que é bom como:

  • as “boas obras da fé”, o trabalho, a perseverança;
  • a intolerância aos homens maus q “não são apóstolos, mas mentirosos” (cf. Ap 2:2)
  • a virtude da humildade, acompanhada da riqueza/abundância de obras;
  • a perseverança na fé, o testemunho, a fidelidade a Deus;
  • o amor, o serviço;
  • a inocência nas coisas malignas, e a santidade (a separação consciente daquilo q não agrada a Deus);
  • a fidelidade ao Senhor Jesus…

Em cada crítica, Jesus sugere o arrependimento e faz também lindas promessas àqueles que buscarem mudar e perseverar no caminho:

  • poderá comer da “árvore da vida”, q se encontra no paraíso de Deus (cf. Gênesis 2:9; 3:22,24);
  • não sofrerá o dano da “segunda morte”;
  • receberá o “maná escondido”, assim como uma pedrinha branca sob a qual está escrito um “novo nome”;
  • terá autoridade sobre as nações; 
  • receberá a estrela da manhã;
  • será vestido com “vestiduras brancas” e terá seu nome gravado eternamente no “Livro da Vida;
  • será guardado da “hora da provação” que virá sobre todo o mundo;
  • será como “coluna no santuário” de Deus (assim como o Senhor exaltou Jaquim e Boaz - cf. 1Reis 7:21);
  • participará de uma ceia com o próprio Senhor;
  • sentará à direita de Deus no Seu trono, assim como o Filho sentou.

Não irei tratar sobre o significado de cada promessa aqui do Senhor Jesus, mas apenas quero destacar o que o texto deixa evidente: o Senhor Jesus se importa com a Sua Igreja, Ele critica, mas também sabe encorajar e elogiar. E, em termos qualitativos e quantitativos: grandes e maiores são as promessas do Senhor, portanto:


"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" 
(Apocalipse 2:29). 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Evangelho de Marcos, capítulo 8, versículo 38

"Porquanto, qualquer que, nesta geração adúltera e pecaminosa, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará o Filho do homem quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos". (Marcos 8:38, versão da tradução AR/TR)

Este versículo fecha o capítulo 38 do evangelho de Jesus Cristo, escrito por Marcos. No início do capítulo, Jesus tem compaixão da multidão faminta e multiplica pães e peixinhos. De fato, foi um grande milagre que é confirmado pela narrativa do evento e pelo diálogo entre Jesus e seus discípulos logo depois. A multidão viu um grande sinal feito por Jesus, mas nem todos creram. Os judeus fariseus começam a discutir com Jesus, pedindo provas de que Ele era alguém que poderia falar em nome de Deus, seja um profeta ou o próprio Messias, o Cristo. Jesus lamenta pela geração incrédula e afirma que a eles não seria mostrado nenhum sinal.

Jesus percebe também a incredulidade entre seus discípulos. Mesmo eles que estiveram ao seu lado e sabiam do milagre, parece que ainda não acreditavam, pois estavam discutindo entre eles pois sentiam fome novamente, mas não tinham levado nenhum pão com eles. Jesus os alerta para tomarem cuidado com o "fermento" dos fariseus e os lembra do milagre ocorrido.

Ao entrar em Betsaida, Jesus é procurado para curar um cego. E realiza novamente um grande sinal, curando este homem. É um momento lindo e interessante, pois Jesus não o cura instantaneamente, mas como um médico, pergunta o que ele vê. Esta pergunta de Jesus é muito comum no Antigo Testamento quando Deus pergunta ao profeta o que ele vê (cf. Zc 5:2; Jr 1:11,13), pois Deus mostra uma cena que tem significado profundo. No caso do cego, ele primeiramente vê os "homens como árvores, andando". Esta resposta é fascinante, pois o ser humano é como uma árvore que pode produzir frutos, tanto bons quanto maus (cf. Mt 12:33; Lc 6:43).

Jesus por fim, pergunta aos discípulos, quem Ele é, segundo o povo. Esta pergunta é muito profunda e interessante ainda hoje, pois cada pessoa costuma ver Jesus de uma forma diferente: como um bom homem, um exemplo, modelo, líder, profeta etc... Mas poucos reconhecem como o apóstolo Pedro que Jesus é o Filho de Deus, o Cristo (cf. Mt 16:16; Jo 6:69). De fato, somente Deus é quem pode abrir os olhos para uma pessoa conseguir acreditar e ver a verdadeira identidade de Jesus.
Por fim, a narrativa do final do capítulo 38, mostra Jesus ensinando os discípulos que Ele é o Cristo e que Ele iria sofrer, ser rejeitado pelas principais autoridades religiosas da época (anciãos, escribas e sacerdotes), seria morto, mas ressuscitaria ao terceiro dia. Neste momento, podemos imaginar os discípulos sem entender como Jesus poderia sofrer e ser rejeitado, sendo que Ele de fato fazia tantos sinais e fazia somente o bem. Pedro chama Jesus à parte e tenta desfazer este pensamento de Jesus. Mas Cristo o repreende Pedro abertamente, para afirmar que é necessário Ele passar pela cruz, e que cada pessoa que deseja seguí-Lo também deve tomar sua cruz e seguí-Lo.

Muitas vezes, eu me pergunto, o que realmente levou Jesus a ser rejeitado pelos principais líderes religiosos, e até foi abandonado por seus discípulos e apóstolos no momento mais crítico quando Ele era levado à cruz. O próprio Pedro o negou três vezes... Foram um conjunto de motivos, que precisamos enxergar e aprender:
  1. Em primeiro lugar, deveria ser assim para cumprimento das Escrituras. Jesus mesmo ensinava que Ele iria padecer pela mão dos pecadores, conforme os profetas. O próprio Isaías chamava Jesus de "o servo sofredor", aproximadamente 700 anos antes de Cristo. Jesus é o Cordeiro de Deus que seria sacrificado pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro para que possamos receber o perdão de Deus. O cordeiro foi morto em nosso lugar, e o seu sangue grita no altar, intercedendo por nós, para que Deus nos perdoe e não veja mais nossos pecados.
  2.  Os homens (religiosos ou não) buscavam apenas poder e prestígio, isto é, a "glória que vem dos homens",  e rejeitavam a glória que vem de Deus (cf. João 12:42,43; Mt 27:18; Mc 15:10). 
  3. Eles tinham inveja dos milagres e das boas obras que Jesus realizava, mas não criam, e não se arrependiam de seus pecados, vindo a cometer pecado ainda maior, matando o "rei da glória", o "Autor da vida" (Atos 3:15). Muitos daqueles homens, morreram, então, nos pecados deles, por não crerem (cf. João 8:24).
Desta forma, devemos nos precaver e orar por misericórdia por nós e pelas pessoas que hoje caem nos mesmos pecados. Quem vive da mesma maneira que aquela geração adúltera e pecaminosa precisa de arrependimento e de salvação. Deus é capaz de perdoar todos os pecados, exceto o pecado contra o Seu Santo Espírito (cf. Mt 12:31), que é o pecado de rejeitar o perdão dos pecados que é dado a todo aquele que se arrepende e crê, além de blasfemar este caminho.

Jesus também nos alerta, que se trataram mal o Senhor, tratarão mal também seus servos, conforme João 15:20 que diz: "Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa". Desta forma, ainda que uma geração adúltera e pecaminosa não aceite as palavras de Cristo, não podemos nos envergonhar destas palavras, pois delas fluem a vida eterna por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vive, reina e voltará para buscar os seus fiéis para todo o sempre. Lembremos das últimas palavras de Jesus, neste capítulo. A melhor forma de prosseguir e se entregar cada vez mais a Cristo, amando-O, e seguindo-O. Não há outro caminho. Nem há outro nome pelo qual a humanidade possam vir a ser salva (cf Atos 4:12).

Que o Senhor Jesus nos livre de nos envergonhar dEle e de Sua Palavra. Amém.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sola scriptura, Sola fide, Sola gratia, Solo Christo, Soli Deo gloria

Os termos acima significam: somente pelas Escrituras, só pela Fé, só pela Graça, só por Cristo, e toda a glória a Deus! São os 5 pontos principais da teologia protestante. E hoje, comemora-se o momento em que Lutero rompeu com um sistema religioso baseado na exploração e ignorância. Um rompimento que precisa ser celebrado e imitado continuamente, em busca da verdade do evangelho. Disse Lutero, comentando Gálatas 3:13 apud Anthony A. Hoekema:
"Nosso mui misericordioso Pai, vendo-nos oprimidos e sobrecarregados e presos sob a maldição da lei, e que jamais poderíamos ser libertos dela pelo nosso próprio poder, enviou seu Filho ao mundo e lançou sobre ele todos os pecados de todos os homens - isto é, seja Pedro, o negador; seja Paulo, o perseguidor; o blasfemo e opressor cruel; seja Davi, o adúltero; seja o pecador que comeu do fruto proibido no Paraíso; seja o ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus; e seja qualquer pessoa que tenha cometido o pecado de todo homem -, ele pagou e expiou por eles"
O comentário de Lutero está totalmente em acordo ao que o apóstolo Paulo diz em Efésios 2:8,9:
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus;não de obras, para que ninguém se glorie."
Os textos falam de uma fé viva, que se vê em obras: em mudança de comportamento que busque a santidade, a Verdade e o Amor. Como se lê também em Tiago 2:14-17:
"Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta do alimento diário, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma."
Paulo e Tiago concordam entre si, mas cada um fala num contexto diferente. O primeiro quer defender que não somos salvos pelo que fazemos, mas pela graça de Deus que opera em nós. Já Tiago quer falar que se alguém possui a fé que salva (fé salvífica) será evidente em frutos que brotarão de sua fé, de sua confiança em Deus. Qualquer ato nosso não pode nos salvar, mas pode evidenciar a fé que temos em Cristo, a confiança de que podemos dedicar nossa vida a Ele, pois assim como Ele ressuscitou, estaremos também com Ele. A confiança em Cristo e em sua ressurreição nos motiva a dedicar-nos integralmente à Vontade de Deus (sem reservas, sem temor).
"Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me;" (Mateus 16:24)
Caro leitor, não importa o seu pecado passado, deixe seus pecados no passado, arrependa-se, negando-se a si mesmo (negando suas vontades) e entregue-se Aquele que está aguardando de braços abertos. Comemore este dia como um rompimento com suas obras religiosas. Busque a fé que salva e que fará brotar em você novas obras, novos frutos dignos de arrependimento e de santidade, conforme a imagem de Jesus Cristo, conforme a vontade dEle para sua vida. Viva de fato como quem crê.
"Sola scriptura, Sola fide, Sola gratia, Solo Christo, Soli Deo gloria"

sexta-feira, 18 de abril de 2014

3 dias e 3 noites antes da ressurreição de Cristo...

Uma questão sempre me intrigou: como Jesus dizia que ele iria ressuscitar 3 dias e 3 noites após sua morte, se comemoramos seu sacrifício na sexta, e no domingo, comemoramos sua ressurreição? Se fosse assim, ao falarmos que Jesus ressuscitou ao terceiro dia de sua morte, estaria correto, mas seriam apenas 2 noites e uns 2 dias pela contagem convencional...

Até que pude ler uma explicação plausível que compartilho (e pode ser comprovada por outras fontes e dados históricos). Segue abaixo:

Os judeus contabilizam cada dia iniciando num pôr do sol até o próximo pôr do sol, e não da maneira ocidental onde se começa da meia-noite até a próxima meia-noite... Jesus ressuscitou 3 dias e 3 noites após sua morte como Ele mesmo profetizou (Mt 12:40). Na terça, Ele comemorou a Pessach judaica (Mt 26:26-28), na celebração da última ceia, na Páscoa. Jesus morreu, na quarta, às 15:00 (Mt 27:46-50) - era a preparação do sábado anual (e não o sábado semanal), que se inicia no pôr do sol (Mc 15:42; Lc 23:54; João 19:31), e ele foi sepultado antes do pôr do sol (Mt 27:57-60). Na quinta, alto dia do sabbath, primeiro dia da festa dos pães asmos (João 19:31; Lv 23:4-7); no dia depois da preparação (Mt 27:62). Na sexta, As mulheres preparam unguentos e óleos antes do descanso do sábado semanal, após o pôr do sol (Mc 16:1; Lc 23:56). No sábado, as mulheres descansam conforme os mandamentos (Lc 23:56; Ex 20:8-11), e Jesus ressuscita próximo ao pôr do sol, exatamente 3 dias e 3 noites após seu sepultamento. No domingo, as mulheres levam as especiarias na manhã (Lc 24:1; João 20:1) à sepultura vazia, encontrando Jesus vivo (Mt 28:1-6; Mc 16:2,3; João 20:1).

João 19:31 é mais relevante para indicar que o sábado indicado no texto era um sábado especial e não um sábado comum. A Lei mosaica é que estabelece estas diferenças entre sábados (dias de descanso) semanais e anuais. Algumas referências: Dt 16; Lv 23; Ex 12,13; Nm 9...

Pôr-do-sol, em Brasília-DF (2013).

Fonte: Good News Magazine, Março/Abril 2012.

Por que Jesus Cristo é chamado de "Nossa Páscoa"?

"Em 1 Coríntios 5:7, aprendemos que 'Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós'. Qual a ligação específica entre a Páscoa e o sacrifício de Jesus Cristo? O que é a Páscoa?"

A Páscoa foi instituída em Êxodo 12, na Bíblia. quando a nação israelita era escrava no Egito, alguns eventos forçaram o Faraó a libertá-los da escravidão.
Através de Moisés e Arão, Deus ordenou a Israel que preparasse um cordeiro para cada casa. Antes da meia-noite, os israelitas deveriam matar o cordeiro e colocar parte do seu sangue sobre os umbrais das portas. Cada cordeiro deveria ser comido pelas famílias que o ofereceram naquela noite.
"Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor. Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes: vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo." (Ex 12:12-14)
Nos EUA, a Páscoa é conhecida como "Passover" porque "vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir." ("When I see the blood, I will pass over you; and the plague shall not be on you to destroy you" (Ex 12:13b).


A própria Bíblia nos ajuda a entender este significado:
"(...) e andai em amor, como Cristo também nos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave." (Efésios 5:2)
"(...) doutra forma, seria necessário que ele padecesse muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.(...) mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para sempre à direita de Deus" (Hebreus 9:26; 10:12)
Neste dia, desejo que cada pessoa reflita sobre a Páscoa, onde Cristo foi o "Cordeiro de Deus" sacrificado pelos pecados daqueles que Ele ama, pois Ele é "o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Leia a Bíblia, e peça que Deus revele a você, de maneira pessoal, qual o significado desta data para a sua vida. Cada pessoa precisa responder à pergunta: "Quem é Jesus?".

E-book gratuito para download: http://www.ucg.org/booklet/gods-holy-day-plan-promise-hope-all-mankind/

Fonte (original): Good News Magazine, March/April 2012

sábado, 5 de outubro de 2013

O exemplo de Clúnia (Cluny), França

Clúnia (Cluny) foi um mosteiro fundado em 909 d.C. pelo duque Guilherme III de Aquitânia, e administrado inicialmente pelo abade Bernão, um reformador zeloso que tinha já colaborado com a reforma eclesiástica e política de inúmeros mosteiros, fazendo-os seguir a Regra de São Bernardo. Não demorou muito para que os altos ideais do mosteiro de Clúnia se espalhasse e inspirasse até mesmo o papado que passava por um período extremamente obscuro na história. Um destes papas foi Leão X que inspirado pela reforma monástica de Clúnia desejou também a reforma da própria igreja em plena "era das trevas".

Hoje, só resta uma única torre de Clúnia,
lembrança do que já foi um dos mais suntuosos templos europeus dos séculos X e XI.

Com o tempo, Clúnia espalhou seu modelo de reforma para outros mosteiros que eram administrados por abades indicados por ela. Mas com o sucesso também veio o fracasso. Uma das causas da decadência cluniacense foi a riqueza acumulada. Clúnia recebeu muitos donativos daqueles que admiravam a sua santidade e piedade, porém esta mesma riqueza acumulada transformou a abadia num dos mais suntuosos templos da Europa, perdendo a simplicidade de vida e o ideal monástico. É triste vermos, neste exemplo, que nosso coração é falho e precisamos vigiar. O exemplo de Clúnia vale para nós ainda hoje: em seus acertos e seus erros.

"Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo." (2Coríntios 11:3)

Fonte: GONZÁLEZ, Justo L. História Ilustrada da Igreja: a era dos mártires até a era dos sonhos frustados, São Paulo: Ed. Vida Nova, 2011.