sábado, 5 de outubro de 2013

O exemplo de Clúnia (Cluny), França

Clúnia (Cluny) foi um mosteiro fundado em 909 d.C. pelo duque Guilherme III de Aquitânia, e administrado inicialmente pelo abade Bernão, um reformador zeloso que tinha já colaborado com a reforma eclesiástica e política de inúmeros mosteiros, fazendo-os seguir a Regra de São Bernardo. Não demorou muito para que os altos ideais do mosteiro de Clúnia se espalhasse e inspirasse até mesmo o papado que passava por um período extremamente obscuro na história. Um destes papas foi Leão X que inspirado pela reforma monástica de Clúnia desejeou também a reforma da própria igreja em plena "era das trevas".

Hoje, só resta uma única torre de Clúnia,
lembrança do que já foi um dos mais suntuosos templos europeus dos séculos X e XI.

Com o tempo, Clúnia espalhou seu modelo de reforma para outros mosteiros que eram administrados por abades indicados por ela. Mas com o sucesso também veio o fracasso. Uma das causas da decadência cluniacense foi a riqueza acumulada. Clúnia recebeu muitos donativos daqueles que admiravam a sua santidade e piedade, porém esta mesma riqueza acumulada transformou a abadia num dos mais suntuosos templos da Europa, perdendo a simplicidade de vida e o ideal monástico. É triste vermos, neste exemplo, que nosso coração é falho e precisamos vigiar. O exemplo de Clúnia vale para nós ainda hoje: em seus acertos e seus erros.

"Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo." (2Coríntios 11:3)

Fonte: GONZÁLEZ, Justo L. História Ilustrada da Igreja: a era dos mártires até a era dos sonhos frustados, São Paulo: Ed. Vida Nova, 2011.

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