sábado, 9 de junho de 2018

Ser cristão... (parte 2)

A palavra "cristão" foi usada pela primeira vez na história de maneira pejorativa para indicar os imitadores de Cristo, os "pequenos cristos"...

Portanto, ao cristão que realmente busca seguir a Cristo, deve existir um esforço de entender as atitudes e os pensamentos de Jesus para buscar praticá-los (por isso a leitura da Bíblia é tão importante). Na minha meditação e estudo Bíblico (como cristão) posso dizer que o cristão:
- não deve ter ódio por seu semelhante (todos somos semelhantes);
- deve ter consciência de que é igual aos outros (como pecador também);
- entende que o pecado é a pior coisa que existe, pois é a rebeldia contra Deus (o Criador e Pai amoroso), cuja prática leva à morte (de muitas maneiras);
- não decide quem morre ou vive mas deve deixar isso nas mãos de Deus, exceto se ele estiver revestido de autoridade da lei para punir àqueles que praticam o mal e a violência;
- deve amar às pessoas, pois ele sabe que amar a Deus é semelhante ao mandamento de amar ao próximo.

Portanto um cristão não deseja jamais q alguém vá sofrer no inferno e por isso sabe da necessidade de alertar os outros sobre o pecado e sua consequência (de pregar). Portanto, para ser cristão, um seguidor de Cristo, é preciso crer que Cristo é O caminho que nos leva a Deus, que seguí-Lo é o caminho certo e correto. Assim, um cristão já não busca julgar as coisas de acordo com sua própria vontade (ou seus próprios pecados), mas busca seguir à Palavra de Deus.

A palavra "cristão", pela profecia Bíblia, será usada no fim dos tempos também de maneira pejorativa contra aqueles que pagarem o preço de buscar viver parecidos com Cristo...

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

(Nota) As 2 testemunhas do Apocalipse

A Paz é anunciada e recebida através de Cristo, pois Ele mesmo disse, prometeu e cumpre: "Deixo convosco a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (João 14:27). É uma #Paz que excede todo o entendimento. Eu sou #testemunha disso porque já experimentei outros tipos de "paz", mas nenhuma é como a q Ele dá.


Entretanto, são muitos que prosseguem sem paz, desconhecendo e odiando Aquele que é "o caminho, e a verdade e a vida". Hoje mesmo, esta é a lista dos países onde seguir a Cristo é motivo para perder a vida: https://www.portasabertas.org.br/listamundial/


Na Bíblia, a última perseguição será representada por duas "testemunhas do #Apocalipse" (descritas no capítulo 11), servos fiéis a Deus... Eu já desejei ser uma delas, pois meu Deus é digno de todo testemunho, Ele é fiel, Santo, Criador dos céus e da terra, Todo-poderoso, Senhor de tudo e "de todos" (cf. At 10:36)... Que o #evangelho (boa notícia) seja uma boa notícia para vc também. "E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. (...) Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus" (João 3:19,21).

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

As cartas de Jesus às Igrejas (hoje)

Existem textos bíblicos que são sempre atuais, parecendo que foram escritos hoje mesmo e cuja mensagem é difícil de resumir, pois todo o seu conteúdo é importante. É assim com os textos bíblicos de Apocalipse, capítulos 2 e 3.

Estes capítulos, na verdade, são cartas do Senhor Jesus às 7 igrejas na região da Ásia (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia), e tratam de uma mensagem eterna à cada igreja cristã. Assim, o Senhor Jesus critica:

  • o abandono do “primeiro amor”, isto é, deixar de praticar boas obras de fé, e deixar-se esfriar pelo quotidiano mundano sem amor, sem fé…
  • seguir ou ensinar a “doutrina de Balãao” - representando a idolatria e a imoralidade sexual dentro da comunidade de Deus;
  • a tolerância a pessoas que ensinam a “doutrina de Balãao”. Na casa de Deus deve se ensinar a Palavra de Deus e nada mais;
  • as “obras mortas” sem integridade diante de Deus;
  • ser “morno”, comportar-se conforme o mundo…

Jesus também elogia aquilo que é bom como:

  • as “boas obras da fé”, o trabalho, a perseverança;
  • a intolerância aos homens maus q “não são apóstolos, mas mentirosos” (cf. Ap 2:2)
  • a virtude da humildade, acompanhada da riqueza/abundância de obras;
  • a perseverança na fé, o testemunho, a fidelidade a Deus;
  • o amor, o serviço;
  • a inocência nas coisas malignas, e a santidade (a separação consciente daquilo q não agrada a Deus);
  • a fidelidade ao Senhor Jesus…

Em cada crítica, Jesus sugere o arrependimento e faz também lindas promessas àqueles que buscarem mudar e perseverar no caminho:

  • poderá comer da “árvore da vida”, q se encontra no paraíso de Deus (cf. Gênesis 2:9; 3:22,24);
  • não sofrerá o dano da “segunda morte”;
  • receberá o “maná escondido”, assim como uma pedrinha branca sob a qual está escrito um “novo nome”;
  • terá autoridade sobre as nações; 
  • receberá a estrela da manhã;
  • será vestido com “vestiduras brancas” e terá seu nome gravado eternamente no “Livro da Vida;
  • será guardado da “hora da provação” que virá sobre todo o mundo;
  • será como “coluna no santuário” de Deus (assim como o Senhor exaltou Jaquim e Boaz - cf. 1Reis 7:21);
  • participará de uma ceia com o próprio Senhor;
  • sentará à direita de Deus no Seu trono, assim como o Filho sentou.

Não irei tratar sobre o significado de cada promessa aqui do Senhor Jesus, mas apenas quero destacar o que o texto deixa evidente: o Senhor Jesus se importa com a Sua Igreja, Ele critica, mas também sabe encorajar e elogiar. E, em termos qualitativos e quantitativos: grandes e maiores são as promessas do Senhor, portanto:


"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" 
(Apocalipse 2:29). 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Evangelho de Marcos, capítulo 8, versículo 38

"Porquanto, qualquer que, nesta geração adúltera e pecaminosa, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará o Filho do homem quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos". (Marcos 8:38, versão da tradução AR/TR)

Este versículo fecha o capítulo 38 do evangelho de Jesus Cristo, escrito por Marcos. No início do capítulo, Jesus tem compaixão da multidão faminta e multiplica pães e peixinhos. De fato, foi um grande milagre que é confirmado pela narrativa do evento e pelo diálogo entre Jesus e seus discípulos logo depois. A multidão viu um grande sinal feito por Jesus, mas nem todos creram. Os judeus fariseus começam a discutir com Jesus, pedindo provas de que Ele era alguém que poderia falar em nome de Deus, seja um profeta ou o próprio Messias, o Cristo. Jesus lamenta pela geração incrédula e afirma que a eles não seria mostrado nenhum sinal.

Jesus percebe também a incredulidade entre seus discípulos. Mesmo eles que estiveram ao seu lado e sabiam do milagre, parece que ainda não acreditavam, pois estavam discutindo entre eles pois sentiam fome novamente, mas não tinham levado nenhum pão com eles. Jesus os alerta para tomarem cuidado com o "fermento" dos fariseus e os lembra do milagre ocorrido.

Ao entrar em Betsaida, Jesus é procurado para curar um cego. E realiza novamente um grande sinal, curando este homem. É um momento lindo e interessante, pois Jesus não o cura instantaneamente, mas como um médico, pergunta o que ele vê. Esta pergunta de Jesus é muito comum no Antigo Testamento quando Deus pergunta ao profeta o que ele vê (cf. Zc 5:2; Jr 1:11,13), pois Deus mostra uma cena que tem significado profundo. No caso do cego, ele primeiramente vê os "homens como árvores, andando". Esta resposta é fascinante, pois o ser humano é como uma árvore que pode produzir frutos, tanto bons quanto maus (cf. Mt 12:33; Lc 6:43).

Jesus por fim, pergunta aos discípulos, quem Ele é, segundo o povo. Esta pergunta é muito profunda e interessante ainda hoje, pois cada pessoa costuma ver Jesus de uma forma diferente: como um bom homem, um exemplo, modelo, líder, profeta etc... Mas poucos reconhecem como o apóstolo Pedro que Jesus é o Filho de Deus, o Cristo (cf. Mt 16:16; Jo 6:69). De fato, somente Deus é quem pode abrir os olhos para uma pessoa conseguir acreditar e ver a verdadeira identidade de Jesus.
Por fim, a narrativa do final do capítulo 38, mostra Jesus ensinando os discípulos que Ele é o Cristo e que Ele iria sofrer, ser rejeitado pelas principais autoridades religiosas da época (anciãos, escribas e sacerdotes), seria morto, mas ressuscitaria ao terceiro dia. Neste momento, podemos imaginar os discípulos sem entender como Jesus poderia sofrer e ser rejeitado, sendo que Ele de fato fazia tantos sinais e fazia somente o bem. Pedro chama Jesus à parte e tenta desfazer este pensamento de Jesus. Mas Cristo o repreende Pedro abertamente, para afirmar que é necessário Ele passar pela cruz, e que cada pessoa que deseja seguí-Lo também deve tomar sua cruz e seguí-Lo.

Muitas vezes, eu me pergunto, o que realmente levou Jesus a ser rejeitado pelos principais líderes religiosos, e até foi abandonado por seus discípulos e apóstolos no momento mais crítico quando Ele era levado à cruz. O próprio Pedro o negou três vezes... Foram um conjunto de motivos, que precisamos enxergar e aprender:
  1. Em primeiro lugar, deveria ser assim para cumprimento das Escrituras. Jesus mesmo ensinava que Ele iria padecer pela mão dos pecadores, conforme os profetas. O próprio Isaías chamava Jesus de "o servo sofredor", aproximadamente 700 anos antes de Cristo. Jesus é o Cordeiro de Deus que seria sacrificado pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro para que possamos receber o perdão de Deus. O cordeiro foi morto em nosso lugar, e o seu sangue grita no altar, intercedendo por nós, para que Deus nos perdoe e não veja mais nossos pecados.
  2.  Os homens (religiosos ou não) buscavam apenas poder e prestígio, isto é, a "glória que vem dos homens",  e rejeitavam a glória que vem de Deus (cf. João 12:42,43; Mt 27:18; Mc 15:10). 
  3. Eles tinham inveja dos milagres e das boas obras que Jesus realizava, mas não criam, e não se arrependiam de seus pecados, vindo a cometer pecado ainda maior, matando o "rei da glória", o "Autor da vida" (Atos 3:15). Muitos daqueles homens, morreram, então, nos pecados deles, por não crerem (cf. João 8:24).
Desta forma, devemos nos precaver e orar por misericórdia por nós e pelas pessoas que hoje caem nos mesmos pecados. Quem vive da mesma maneira que aquela geração adúltera e pecaminosa precisa de arrependimento e de salvação. Deus é capaz de perdoar todos os pecados, exceto o pecado contra o Seu Santo Espírito (cf. Mt 12:31), que é o pecado de rejeitar o perdão dos pecados que é dado a todo aquele que se arrepende e crê, além de blasfemar este caminho.

Jesus também nos alerta, que se trataram mal o Senhor, tratarão mal também seus servos, conforme João 15:20 que diz: "Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa". Desta forma, ainda que uma geração adúltera e pecaminosa não aceite as palavras de Cristo, não podemos nos envergonhar destas palavras, pois delas fluem a vida eterna por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vive, reina e voltará para buscar os seus fiéis para todo o sempre. Lembremos das últimas palavras de Jesus, neste capítulo. A melhor forma de prosseguir e se entregar cada vez mais a Cristo, amando-O, e seguindo-O. Não há outro caminho. Nem há outro nome pelo qual a humanidade possam vir a ser salva (cf Atos 4:12).

Que o Senhor Jesus nos livre de nos envergonhar dEle e de Sua Palavra. Amém.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sola scriptura, Sola fide, Sola gratia, Solo Christo, Soli Deo gloria

Os termos acima significam: somente pelas Escrituras, só pela Fé, só pela Graça, só por Cristo, e toda a glória a Deus! São os 5 pontos principais da teologia protestante. E hoje, comemora-se o momento em que Lutero rompeu com um sistema religioso baseado na exploração e ignorância. Um rompimento que precisa ser celebrado e imitado continuamente, em busca da verdade do evangelho. Disse Lutero, comentando Gálatas 3:13 apud Anthony A. Hoekema:
"Nosso mui misericordioso Pai, vendo-nos oprimidos e sobrecarregados e presos sob a maldição da lei, e que jamais poderíamos ser libertos dela pelo nosso próprio poder, enviou seu Filho ao mundo e lançou sobre ele todos os pecados de todos os homens - isto é, seja Pedro, o negador; seja Paulo, o perseguidor; o blasfemo e opressor cruel; seja Davi, o adúltero; seja o pecador que comeu do fruto proibido no Paraíso; seja o ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus; e seja qualquer pessoa que tenha cometido o pecado de todo homem -, ele pagou e expiou por eles"
O comentário de Lutero está totalmente em acordo ao que o apóstolo Paulo diz em Efésios 2:8,9:
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus;não de obras, para que ninguém se glorie."
Os textos falam de uma fé viva, que se vê em obras: em mudança de comportamento que busque a santidade, a Verdade e o Amor. Como se lê também em Tiago 2:14-17:
"Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta do alimento diário, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma."
Paulo e Tiago concordam entre si, mas cada um fala num contexto diferente. O primeiro quer defender que não somos salvos pelo que fazemos, mas pela graça de Deus que opera em nós. Já Tiago quer falar que se alguém possui a fé que salva (fé salvífica) será evidente em frutos que brotarão de sua fé, de sua confiança em Deus. Qualquer ato nosso não pode nos salvar, mas pode evidenciar a fé que temos em Cristo, a confiança de que podemos dedicar nossa vida a Ele, pois assim como Ele ressuscitou, estaremos também com Ele. A confiança em Cristo e em sua ressurreição nos motiva a dedicar-nos integralmente à Vontade de Deus (sem reservas, sem temor).
"Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me;" (Mateus 16:24)
Caro leitor, não importa o seu pecado passado, deixe seus pecados no passado, arrependa-se, negando-se a si mesmo (negando suas vontades) e entregue-se Aquele que está aguardando de braços abertos. Comemore este dia como um rompimento com suas obras religiosas. Busque a fé que salva e que fará brotar em você novas obras, novos frutos dignos de arrependimento e de santidade, conforme a imagem de Jesus Cristo, conforme a vontade dEle para sua vida. Viva de fato como quem crê.
"Sola scriptura, Sola fide, Sola gratia, Solo Christo, Soli Deo gloria"

sexta-feira, 18 de abril de 2014

3 dias e 3 noites antes da ressurreição de Cristo...

Uma questão sempre me intrigou: como Jesus dizia que ele iria ressuscitar 3 dias e 3 noites após sua morte, se comemoramos seu sacrifício na sexta, e no domingo, comemoramos sua ressurreição? Se fosse assim, ao falarmos que Jesus ressuscitou ao terceiro dia de sua morte, estaria correto, mas seriam apenas 2 noites e uns 2 dias pela contagem convencional...

Até que pude ler uma explicação plausível que compartilho (e pode ser comprovada por outras fontes e dados históricos). Segue abaixo:

Os judeus contabilizam cada dia iniciando num pôr do sol até o próximo pôr do sol, e não da maneira ocidental onde se começa da meia-noite até a próxima meia-noite... Jesus ressuscitou 3 dias e 3 noites após sua morte como Ele mesmo profetizou (Mt 12:40). Na terça, Ele comemorou a Pessach judaica (Mt 26:26-28), na celebração da última ceia, na Páscoa. Jesus morreu, na quarta, às 15:00 (Mt 27:46-50) - era a preparação do sábado anual (e não o sábado semanal), que se inicia no pôr do sol (Mc 15:42; Lc 23:54; João 19:31), e ele foi sepultado antes do pôr do sol (Mt 27:57-60). Na quinta, alto dia do sabbath, primeiro dia da festa dos pães asmos (João 19:31; Lv 23:4-7); no dia depois da preparação (Mt 27:62). Na sexta, As mulheres preparam unguentos e óleos antes do descanso do sábado semanal, após o pôr do sol (Mc 16:1; Lc 23:56). No sábado, as mulheres descansam conforme os mandamentos (Lc 23:56; Ex 20:8-11), e Jesus ressuscita próximo ao pôr do sol, exatamente 3 dias e 3 noites após seu sepultamento. No domingo, as mulheres levam as especiarias na manhã (Lc 24:1; João 20:1) à sepultura vazia, encontrando Jesus vivo (Mt 28:1-6; Mc 16:2,3; João 20:1).

João 19:31 é mais relevante para indicar que o sábado indicado no texto era um sábado especial e não um sábado comum. A Lei mosaica é que estabelece estas diferenças entre sábados (dias de descanso) semanais e anuais. Algumas referências: Dt 16; Lv 23; Ex 12,13; Nm 9...

Pôr-do-sol, em Brasília-DF (2013).

Fonte: Good News Magazine, Março/Abril 2012.

Por que Jesus Cristo é chamado de "Nossa Páscoa"?

"Em 1 Coríntios 5:7, aprendemos que 'Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós'. Qual a ligação específica entre a Páscoa e o sacrifício de Jesus Cristo? O que é a Páscoa?"

A Páscoa foi instituída em Êxodo 12, na Bíblia. quando a nação israelita era escrava no Egito, alguns eventos forçaram o Faraó a libertá-los da escravidão.
Através de Moisés e Arão, Deus ordenou a Israel que preparasse um cordeiro para cada casa. Antes da meia-noite, os israelitas deveriam matar o cordeiro e colocar parte do seu sangue sobre os umbrais das portas. Cada cordeiro deveria ser comido pelas famílias que o ofereceram naquela noite.
"Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor. Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes: vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo." (Ex 12:12-14)
Nos EUA, a Páscoa é conhecida como "Passover" porque "vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir." ("When I see the blood, I will pass over you; and the plague shall not be on you to destroy you" (Ex 12:13b).


A própria Bíblia nos ajuda a entender este significado:
"(...) e andai em amor, como Cristo também nos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave." (Efésios 5:2)
"(...) doutra forma, seria necessário que ele padecesse muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.(...) mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para sempre à direita de Deus" (Hebreus 9:26; 10:12)
Neste dia, desejo que cada pessoa reflita sobre a Páscoa, onde Cristo foi o "Cordeiro de Deus" sacrificado pelos pecados daqueles que Ele ama, pois Ele é "o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Leia a Bíblia, e peça que Deus revele a você, de maneira pessoal, qual o significado desta data para a sua vida. Cada pessoa precisa responder à pergunta: "Quem é Jesus?".

E-book gratuito para download: http://www.ucg.org/booklet/gods-holy-day-plan-promise-hope-all-mankind/

Fonte (original): Good News Magazine, March/April 2012

sábado, 5 de outubro de 2013

O exemplo de Clúnia (Cluny), França

Clúnia (Cluny) foi um mosteiro fundado em 909 d.C. pelo duque Guilherme III de Aquitânia, e administrado inicialmente pelo abade Bernão, um reformador zeloso que tinha já colaborado com a reforma eclesiástica e política de inúmeros mosteiros, fazendo-os seguir a Regra de São Bernardo. Não demorou muito para que os altos ideais do mosteiro de Clúnia se espalhasse e inspirasse até mesmo o papado que passava por um período extremamente obscuro na história. Um destes papas foi Leão X que inspirado pela reforma monástica de Clúnia desejou também a reforma da própria igreja em plena "era das trevas".

Hoje, só resta uma única torre de Clúnia,
lembrança do que já foi um dos mais suntuosos templos europeus dos séculos X e XI.

Com o tempo, Clúnia espalhou seu modelo de reforma para outros mosteiros que eram administrados por abades indicados por ela. Mas com o sucesso também veio o fracasso. Uma das causas da decadência cluniacense foi a riqueza acumulada. Clúnia recebeu muitos donativos daqueles que admiravam a sua santidade e piedade, porém esta mesma riqueza acumulada transformou a abadia num dos mais suntuosos templos da Europa, perdendo a simplicidade de vida e o ideal monástico. É triste vermos, neste exemplo, que nosso coração é falho e precisamos vigiar. O exemplo de Clúnia vale para nós ainda hoje: em seus acertos e seus erros.

"Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo." (2Coríntios 11:3)

Fonte: GONZÁLEZ, Justo L. História Ilustrada da Igreja: a era dos mártires até a era dos sonhos frustados, São Paulo: Ed. Vida Nova, 2011.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Crianças mimadas

Deus não é obrigado a nos abençoar ou agradar. É mais importante, para Deus e para nós, que conheçamos nosso próprio coração e entendermos que somos corruptíveis e precisamos de Deus.

  • "E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos." (Dt 8:2)"Ao homem pertencem os planos do coração; mas a resposta da língua é do Senhor." (Pv 16:1)
  • "A sorte se lança no regaço; mas do Senhor procede toda a disposição dela." (Pv 16:33)
  • "Muitos são os planos no coração do homem; mas o desígnio do Senhor, esse prevalecerá." (Pv 19:21)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Início do fim?

Existe um senso comum de que tudo que tem um início tem um fim. Quando se pensa no mundo em que vivemos, as pessoas frequentemente se questionam quando será o "fim deste mundo". Este é um assunto que permeia os povos e culturas em todas suas expressões, incluindo a religião. O Cristianismo, por exemplo, usa a Bíblia como fonte para conhecer o propósito revelado de Deus para o futuro, em profecias. Uma percentagem superior a 23% da Bíblia trata-se de fonte profética e muitas delas tratam do "fim" (desta era) para o mundo como o conhecemos hoje.

Todas as palavras da Bíblia foram inspiradas por Deus e elas estão lá por motivos específicos. Desta forma, Bartell, um teólogo, questionou-se sobre o motivo de Deus ter criado o mundo em 7 dias. "7" é um número usado por Deus como um símbolo dEle mesmo, de perfeição. 7 Espíritos de Deus sobre o mundo, 7 cartas e 7 igrejas, citadas no livro de Apocalipse, que quer dizer "Revelação"... A narrativa da criação se dá em 7 dias, porém todo tipo de trabalho seria feito em 6 dias e haveria 1 dia de descanso, um sábado. Bartell associou o que Pedro disse que "um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia" com os dias da criação e com o calendário judaico que marca o início da criação até os dias de hoje...

A teoria de Bartell nos leva ao seguinte pensamento: estamos no ano 5.773 do calendário judaico, 2012. Logo, se 1 dia equivalesse a 1.000 anos, estaríamos no "6° dia" da criação, que findaria no ano 6.000 do calendário judaico, logo faltariam 227 anos para o "fim", ou para o "dia de descanso final"... É verdade que Jesus disse aos apóstolos: "Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder" (Atos 1:7). Ele disse isto aos apóstolos. Isto valeria para todas as pessoas em todas as épocas? Isto valeria para as pessoas que vivem cada vez mais próximas deste "tempo do fim"? Deus teria registrado a data do fim com o propósito de nos acordar do coma espiritual?

O interessante é que a Bíblia comenta sobre um período de descanso universal,  um sábado de 1.000 anos, que deve ocorrer após a Segunda Vinda de Cristo (Apocalipse 20:2-7). Por isto, se a Segunda Vinda de Cristo, ocorrer em até 227 anos a partir de 2012, poderemos acompanhar várias profecias se concretizando nestes últimos anos (Lc 21, Mc 13, 1Tm 4...). Neste período que cobre até a Segunda Vinda de Cristo, os teólogos cristãos citam dois grandes eventos que devem ocorrer: o "Arrebatamento"(1) e a "Grande Tribulação"(2).
  1. ) O evento conhecido como "Arrebatamento" significa a retirada dos cristãos da Terra para uma esfera celeste, guardando-os de uma grande aflição que ocorreria neste mundo, conhecida como a "Grande Tribulação". A Terra viverá um período de falsa paz e segurança durante o governo do Anticristo, porém, após 3,5 anos deste governo, ele se voltaria contra as pessoas definitivamente, enquanto os cálices da Ira de Deus se derramariam sobre todos os rebeldes que foram "deixados para trás", pois não crerem no Amor de Deus, encarnado em Jesus, antes elas preferiram amar a si mesmas acima de Deus e do próximo. 
  2. ) A "Grande Tribulação" antecederia a Segunda Vinda de Cristo. Há um consenso de que o "Arrebatamento" ocorreria antes da "Grande Tribulação", para guardar os cristãos desta grande provação. Esta vertente chama-se "Pré-Tribulacionista" (Figura 1). Há uma outra vertente que crê que a Igreja passará pela Tribulação, mas será guardada por Jesus sobrenaturalmente. Ela é chamada de "Pós-Tribulacionista" (Figura 2). As duas vertentes podem ser esquematizadas cronologicamente nas figuras, abaixo:
Figura 1: Interpretação Pré-Tribulacionista

Figura 2: Interpretação Pós-Tribulacionista  

Estas imagens foram extraídas dos endereços, e também constam em vários livros de Teologia Sistemática, de profecias e Escatologia:
http://geracaomaranata.com.br/2011/04/arrebatamento-pre-tribulacionista/

Portanto, a teoria de Bartell parece se encaixar com toda a Bíblia, inclusive com o período de descanso universal, o sábado de 1.000 anos após a Segunda Vinda de Cristo (Apocalipse 20:2-7). A "Segunda Vinda" será um evento visível em todo o mundo, porém em ambas as vertentes (Pré e Pós-Tribulacionista), Cristo viria após alguns anos do governo do Anticristo no mundo. Caberá a cada pessoa acreditar nas profecias ou na proposta sutil do Anticristo.

Independente das teorias e correntes teológicas sobre a Escatologia (Estudo das Profecias dos Últimos Dias), temos a obrigação de nos reconciliar com Deus, enquanto temos tempo. Neste período que está terminando, cabe a cada um reconhecer que é imperfeito e pecador. Cabe a cada um reconhecer que precisa de Jesus para se orientar.

Ninguém consegue pagar o alto preço dos próprios pecados. É uma cruz muito pesada. Por isto o próprio Senhor Jesus Cristo se ofereceu por nós para carregar este "alto preço". "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mt 11:28). Devemos ir a até Cristo. Aquele que crê será salvo. "Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas." (João 3:18-20)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O que é ser cristão (segundo a Bíblia)?

Antes de buscarmos esta resposta, reflita o seguinte: Para classificar um homem como "judeu" parece ser aparentemente muito fácil, pois todos eles parecem ter uma cultura característica (língua, vestes, hábitos, festas e feriados etc). Porém, o termo "judeu" que significa "descendente de Israel", é mais amplo, segundo a Bíblia:

"Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus." (Romanos 2:28,29)
Vale a pena ler os capítulos 2 e 3 da carta de Paulo aos Romanos para entender melhor o contexto deste texto e onde o apóstolo quer chegar...

Da mesma forma que as pessoas classificam um judeu exteriormente, elas buscam classificar os "cristãos" (e usam este critério para si mesmas ao preencher formulários). Hoje, há um pensamento comum que caracteriza uma pessoa como cristã se ela:

  • frequenta um templo de alguma denominação: católica, evangélica, protestante* etc...
  • ou foi batizada em alguma das denominações citadas acima.
Será que é isto que torna uma pessoa cristã? Segundo a Bíblia, esta classificação é errada. Pertencer a uma religião não faz da pessoa um cristão (seguidor de Cristo). O termo "cristão" foi usado, no início, para identificar os seguidores de Cristo de maneira pejorativa, pois significava "pequeno Cristo" (Atos 11:26). De fato, Cristo conquistou muitas pessoas que buscavam seguir os seus passos logo no primeiro século. Estes primeiros cristãos tiveram algo que nós não temos hoje: a presença física do Senhor (em carne). Muitos deles puderam ouvir os ensinamentos de Jesus pessoalmente e aprenderam observando o próprio Senhor agindo.

"Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim." (João 13:1)
Não existem palavras para definir este amor. Alguns chamam isto de paixão, a "paixão de Cristo". Mas, a Bíblia define como Amor. Leia o capítulo 13 de 1 Coríntios e lembre-se que este texto fala do Amor de Deus... De fato, Jesus nos amou até o fim. Ele ensinou bem o que é ser um cristão:

"Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João 13:34,35)
"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me." (Lucas 9:23)
ATUALIZAÇÃO (11-05-2015):
Seguir a Cristo, de fato, é amar os outros, e amar a Deus acima de todas as coisas. Este amor a Deus exige que se negue, assim como o amor aos outros também exige isto. Só conseguiremos amar um pecador, quando nos vemos como pecador, e decidimos perdoar os pecados do outro para amá-lo. Se perdoamos os pecados dos outros, Deus também perdoará os nossos (Mateus 6:14,15). É preciso tomar nossa cruz a cada dia, negarmos a nós mesmos.

Meu desejo é que neste ano, aprendamos que não seremos chamados de cristãos por Deus por ter sido batizado na igreja X ou Y, mas por seguir o que o próprio Deus nos indicou na sua Palavra, ainda que o mundo nos chame de loucos ou queiram nossas cabeças numa bandeja de prata. É preciso confiar e ser fiel a Cristo. Desejo que eu e você nos lembremos disto e que amemos uns aos outros até o fim como Ele nos amou.
  1. "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
  2. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
  3. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
  4. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
  5. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
  6. Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
  7. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
  8. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
  9. Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
  10. Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
  11. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
  12. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
  13. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." (Capítulo 13 de 1 Coríntios)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Igreja fundada por Jesus

Quero com este post, expor de maneira clara e bíblica uma questão argumentada e contra-argumentada por milênios. Para mim, esta questão é muito pequena e não merece ser prolongada. Leia, abaixo, e entenderá:

  1. Em Mt 16:16-18, observe o contexto da afirmação que usa a palavra "pedra": "Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".
  2. No mesmo livro, Jesus é indicado como a "pedra" (em Mt 21:44): "E quem cair sobre esta pedra será despedaçado; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó". Este mesmo texto aparece em Lc 20:18.
  3. Simão não é mais chamado de Pedro após negar Jesus (ver João 21:15-17)
  4. Atos 4:11 "Jesus é a pedra".
  5. O próprio Pedro depois reafirma quem é a pedra no texto de 1 Pe 2:1-8: Jesus é a pedra, e os que crêem nEle são como "pequenas pedras". De maneira similar, a palavra "cristão" quer dizer "pequeno Cristo".
Que o próprio Deus nos ilumine, levando-nos onde Ele quer. E estejamos firmes na rocha (Mt 7:24,25), Ele é a rocha eterna (Isaías 26:4; Rm 9:33; 1 Pe 2:8).

domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa bíblica

"Expurgai o fermento velho, para que sejais massa nova, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado. Pelo que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade." 1ª Carta aos Coríntios, cap. 5, versículos 7 e 8
Qualquer texto que eu acrescente será apenas uma cópia deste link. Então, segue-o abaixo (também de minha autoria). Leia-o para entender o porquê dos versículos acima sobre a Páscoa:
http://abelmon.livejournal.com/8025.html

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Como orar?

 

Você já pensou em perguntar a Jesus sobre esta questão? Deus sabe o que você vai perguntar antes de você pensar, por isto existem estes trechos na Bíblia...
"Estava Jesus em certo lugar orando e, quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos." Lc 11:1
"Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; e perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar em tentação, (mas livra-nos do mal.)" Lc 11:2-4

"Portanto, orai vós deste modo". Esta é uma oração-modelo que também está em Mt 6:9-14. Existem traduções antigas que finalizam com a frase "Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém." Mt 6:13b.

Em cada linha, há um ensinamento de Jesus:
  1. Ore ao Pai
  2. Santifique o nome do Pai
  3. Peça pelo Reino de Deus, e que Ele seja Rei em sua vida. Pergunte-se quem é o Rei em sua vida
  4. Não espere só o pão físico, mas também o espiritual. João 6:35 diz "Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede."
  5. Peça o perdão, mas também perdoe. Isto é tão sério! "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas." Mt 6:14,15
  6. Todos somos tentados, mas não podemos nos deixar cair(entrar) na tentação
  7. "Livra-nos do maligno" também está na oração que Jesus fez a todos nós em João 17:15.
Jesus ensina muitas coisas sobre a oração, mas é importante lembrar também dessas palavras dEle:

"E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes." Mt 6:7,8

Jesus nos alerta sobre não usarmos de vãs repetições. A palavra no dicionário apresenta a seguinte descrição:

Vã: adj. f., vd. vão: fútil; ignorante; infrutífero; baldado; ineficaz; oco; s. m., vácuo; intervalo; espaço desocupado. loc. adv., em -: debalde; inutilmente; em falso.

Jesus não pregou uma religião, antes quebrou dogmas estabelecidos por homens(Mt 15:13) e afirmou que não devemos nem nos assemelhar aos gentios - Na Bíblia, o povo gentio é aquele que não conhece a Deus (1Ts 4:5). Não importa qual a religião ao qual uma pessoa pertence, mas, sim, se ela ainda é considerada uma "gentia" por Deus, pois ainda não O conhece.

Oração é simplesmente conversar com Deus. Não basta falar qualquer coisa sem sentido ou repetidamente com Ele, é preciso conversar com sinceridade, do fundo do coração. Dessa forma, Jesus faz uma outra oração diferente no capítulo 17 do livro de João, falando com o Pai sobre o que estava em seu próprio coração.

Os discípulos aprenderem de Jesus a oração modelo, mas a Bíblia também os mostra orando de diferentes formas, como em Atos 1:24,25, quando eles queriam uma orientação de Deus: "E orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido para tomar o lugar neste ministério e apostolado, do qual Judas se desviou para ir ao seu próprio lugar."


Toda oração que for feita com fé nEle e dirigida à Ele é atendida. Inúmeras vezes, nos evangelhos bíblicos, Jesus falou "a tua fé te salvou". E completou "se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei".

Além da oração-modelo ensinada por Jesus, existem muitas outras orações na Bíblia como a oração de Ana(1Sm 2:1). Da mesma forma, também existem passagens na Bíblia que não são orações, mas apenas citações ou saudações, como é o caso da saudação do anjo Gabriel a Maria: "Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" Lc 1:28. Claramente, o anjo não orava a Maria, mas apenas a saudava, dizendo que agraciada ela era, pois o Senhor era com ela.

Existem pessoas que oram apenas para si e também se esquecem dos outros. A oração modelo de Jesus também nos mostra o quanto devemos pensar em NÓS (no plural), o que eu peço a mim, devo também pedir pelo outro orando a Deus apenas pelo essencial e esquecendo o egoísmo e o que é supérfluo.

Seja qual for a sua situação, busque sempre este modelo de oração e guarde tudo o que Jesus nos ensinou (Mt 28:19,20).

 "Crede-me que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras. Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai; e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei." João 14:11-14.
 

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dando início às interpretações bíblicas - alguns pontos

1- O cristianismo veio do judaísmo. Jesus, o Cristo, era judeu. Logo, os livros do AT, contém o conjunto de livros judaicos do pentateuco entre outros. Na reforma (protestante), alguns livros do AT ficaram de fora oficialmente por não existirem no mesmo conjunto judaico, conforme citado no post anterior. 

"Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. (...) A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo." João 4:22,25-26

"E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra" João 4:41

"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam" João 5:39

"Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele." João 5:46

2- No NT, existe mais claramente as figuras do Deus-Pai, Deus-Filho e do Espírito Santo. A 3ª pessoa da Trindade (Espírito Santo) é o autor da Bíblia, onde os autores humanos foram instrumentos. Não aparece na Bíblia o termo "trindade", porém é manifesto na Bíblia a atuação dela. (Este tópico rende outros tópicos e é de importante estudo!)

3- A Bíblia é divinamente inspirada e não é de particular interpretação, isto é, não se pode usar apenas um trecho bíblico para justificar o surgimento de nova doutrina.
    "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação" 2 Pedro 1:20

    "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." 2 Tm 3:16-17

    4- A Bíblia só é entendida corretamente se o próprio Deus permite tal, através do próprio Espírito Santo, possuidor de sabedoria. Ela se auto-interpreta. De fato, os itens 1, 2, 3 e até mesmo o 4 estão contidos na própria Bíblia. Alguns livros mesmo escritos em épocas diferentes e por autores diferentes só podem ser entendidos corretamente se o leitor tiver conhecimento de toda a Bíblia (ex.: visões de Daniel e do apóstolo João).

      domingo, 12 de outubro de 2008

      Dando início às interpretações bíblicas

      Abaixo, algumas informações sobre interpretação bíblica que seguem uma linha cristã reformada (Reforma Protestante). Comentários são bem-vindos para o aperfeiçoamento do aprendizado:

      Primeiro, alguns pontos para entendimento inicial:

      1. A Bíblia Sagrada é um conjunto de livros escritos por diferentes autores. Ela retrata desde acontecimentos históricos até poesias e profecias que representam até 30% do total. Por vezes, há uma mistura de estilos a depender do livro e do autor. Cada livro apresenta um ou mais autores com biografias conhecidas. Seus livros não se contradizem, mas se complementam e se auto-referenciam direta ou indiretamente.
      2. A Bíblia trata da obra da criação, dos relacionamentos do homem com Deus e com seus semelhantes, e principalmente, da Glória de Deus. O principal tema da Bíblia é Jesus Cristo. Ela não discute a existência de Deus. Nela, a existência de Deus é evidenciada na maneira como Ele foi se revelando ao homem e reconstruindo gradativamente o relacionamento entre ambos, outrora perdido.
      3. Quão fácil é romper um relacionamento e como é difícil reconstruí-lo. A Bíblia demonstra o Criador em busca de sua criação errante.
      4. A Bíblia é formada de dois conjuntos de livros importantes:
        1. O Antigo Testamento(AT): vai do início da criação, passando por leis divinas para o homem atingir um "estado aceitável" a Deus, a escolha de um povo seu, "Israel" em hebraico. A leis apresentadas são teologicamente categorizadas como morais e cerimoniais. Parte das promessas de Deus ao seu povo são aparentemente terrenas e com pouco aprofundamento nas questões espirituais. Demonstra de maneira crua a falibilidade do povo em seguir a Deus e a promessa(+ de 30 profecias) de um Salvador para resgatar o povo de um estado irrecuperável. De maneira geral, o AT é a preparação do povo para a vinda deste Messias.
        2. O Novo Testamento(NT): parte dos relatos do Messias, o Cristo (ungido em hebraico) e seus ensinamentos. Vai desde o nascimento de Jesus, ressurreição, nascimento da igreja cristã (do judaísmo) até profecias futuras e o dia do julgamento final deste mundo. No conteúdo, existe uma ampliação do conceito de vida após a morte e os ensinamentos trazem implicações espirituais. Alguns trechos atualizam profecias do AT como se fossem novas e permitem também nova visão dos mesmos livros do AT perante uma ótica cristã. Neste aspecto, até as leis são levadas à perfeição por Cristo, aprofundando-as em aplicação e significado, sendo resumidas, pelas palavras de Cristo, em dois únicos mandamentos.
      5. Diferentes versões: A versão protestante se difere da católica por apresentar somente os livros do Antigo Testamento que fazem parte do kanôn judáico (isto é, que tem reconhecimento do judaísmo) e seguem a mesma definição de livros do NT dada segundo o Concílio de Cartago III (397 d.C), incluíndo o livro de Tiago que ainda não tinha sido oficialmente incorporado desde o Concílio de Nicéia (325 d.C). Os 6 livros do AT que estão incluídos na Bíblia católica são identificados como deuterocanônicos (pelos católicos) e de apócrifos (pelos protestantes).
      6. Os critérios que levaram cada livro a ser identificado como inspirado e fazer parte da Bíblia Sagrada foram:
        1. Testemunho do Espírito Santo: inegavelmente o principal critério. Os autores dos livros são homens dotados de razão e guiados pelo Espírito Santo para transmitir as mensagens da forma que foram escritas. A inspiração abrange o conteúdo e também as palavras usadas.
        2. Reconhecimento e aceitação eclesiástica: No caso do AT, o livro já deveria fazer parte do kanôn judáico. Logo, o livro não deveria ter dúvidas quanto a sua autenticidade nem por autor, época em que foi escrito ou critério de inspiração divina.
        3. Origem apostólica: A autoria deveria ser dos apóstolos ou pessoas diretamente ligadas à eles.
        4. Analogia da Escritura: o livro deveria estar em harmonia com a doutrina já revelada diretamente aos apóstolos e repassada oralmente.
        5. Ter efeito espiritual: o texto deveria transformar vidas.
      7. Entender a Bíblia sem os dois conjuntos de livros é impossível. Com a revelação completa do NT, verifica-se ensinamentos espirituais ricos e escondidos nas escrituras do AT. Em alguns casos, textos "poéticos" ganham interpretação profética como é o caso do livro de Cânticos dos Cânticos de Salomão. Por isso, é muito importante a sua leitura completa, meditando e orando.

      quarta-feira, 13 de agosto de 2008

      Deus existe?

      Estes e outros questionamentos não são recentes. Na verdade, existem há milhares de anos. A Bíblia nunca discute a existência de Deus. Seria como se o autor de um livro quisesse provar que ele existe. De fato, a existência da Bíblia é obra do Espírito. Adicionalmente, citarei alguns versículos interessantes sobre a existência e manifestação de Deus:
      1. Jesus disse (João 14:21): "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele".
        Isto é tão verdadeiro, que muitos têm o que chamam de "encontro com Cristo", no qual jamais duvidam ser uma manifestação dEle.
      2. Jesus disse (João 6:40): "Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia".
      3. Paulo escreveu em Hebreus 11:6: "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam".
      4. Através de Isaías (Isaías 29:16), Deus diz "Vós tudo perverteis! Acaso o oleiro há de ser reputado como barro, de modo que a obra diga do seu artífice: Ele não me fez; e o vaso formado diga de quem o formou: Ele não tem entendimento?".
      O reconhecimento de Deus é epistemológico. Como dizer se uma laranja é doce ou amarga sem experimentá-la? A quem quiser descobrir, os 3 primeiros versículos são uma chave.

      Na verdade, tentamos reduzir Ele ao que conhecemos. E sabemos tão pouco. Nem importa a situação se somos ou não descendentes de macacos, pois a verdade é que um ser inferior não consegue entender as obras de um ser superior. Ontem, disseram-me que seria o finito tentando conhecer o infinito... Deus não existe, Ele é.

      Início e finalidade

      Existem alguns motivos para a criação deste blog:
      1. apresentar um estudo cristocêntrico de passagens bíblicas, temas e fatos
      2. crescer e levar outros a crescerem no conhecimento teológico cristão
      3. lembrar que nem só de teoria vive o homem, mas de prática
      "Cristocêntrico" = centrado em Cristo e considerando os ensinamentos dEle como o princípio de qualquer interpretação bíblica